7 gins mineiros que ocê precisa experimentar, sô!

7 gins mineiros que ocê precisa experimentar, sô!

junho 14, 2021 2 Por Bendizê

Já temos aqui no blog da Bendizê posts sobre as cervejas artesanais mineiras, os vinhos mineiros e o xeque mate, bebida que virou sensação em Beagá. Neste post, vamos falar de uma bebida de origem holandesa, que se tornou mais conhecida na Inglaterra (dizem até que é o destilado preferido da rainha) e vem se popularizando cada vez mais no Brasil: o gin, que já conta com excelentes exemplares mineiros.

Nossa missão é difundir tudo o que Minas de bão — e é trem dimai da conta! Então, se você já é fã desta bebida, vale ficar de olho nos melhores gins mineiros e prestigiar nossos conterrâneos que têm criado receitas incríveis e bem diversificadas desse destilado que caiu no gosto dos brasileiros. Se você ainda não experimentou, escolha um (ou mais, uai not?) desses sete rótulos mineiros de gin e seja feliz! Afinal, nem só de boa cachaça vive Minas Gerais, sô!

1. Mixologist

A Destilaria Nave, em Patos de Minas, foi a primeira a usar o método de Vapour Infusion no Brasil. Em vez de macerar e ferver os botânicos em contato direto com o álcool, o processo de destilação é feito a vapor. O resultado é um gin mais leve, porém bastante rico em aromas e sabores.

Neste processo, ocorre uma extração intensa de óleos essenciais, e o resultado final é uma bebida de extrema qualidade, com menos amargor e sem retrogosto forte.

A maioria dos gins do mercado leva de 8 a 10 tipos de botânicos em sua composição, enquanto o Mixologist, carro-chefe da Nave, tem 17: zimbro, coentro, coco, limão siciliano, laranja, tangerina, alcaçuz, angélica, gengibre, amora, pepino, hortelã, canela, macela, noz moscada, baunilha e cardamomo.

Para chegar ao equilíbrio perfeito de ingredientes, foram feitos vários testes, com inspiração na sabedoria milenar dos alquimistas e na precisão de renomados mixologistas . Mió que tá teno!

A proposta da marca é criar uma experiência de degustação da bebida, a começar pela garrafa, que chama atenção por seu design arrojado. Cada elemento presente no sofisticado rótulo tem uma simbologia dentro do universo do gin.

Os sócios, Thiago Nacional e Valter Vecchi, têm apostado também no universo da coquetelaria, firmando parcerias para a elaboração de variados tipos de drinks com gin, que vão muito além da tradicional gin tônica

2. YVY

Responsável pelo primeiro gin produzido em Minas Gerais, a destilaria YVY criou também a primeira trilogia de gins brasileiros: Mar, Terra e Ar, cada um com características próprias.

Para fazer o YVY Terra, por exemplo, os grãos de zimbro são torrados como se fossem café, uma referência ao nosso Cerrado. O YVY Ar é mais frutado e cítrico, e o YVY Mar tem um perfil fresco e aromático.

Em tupi-guarani, YVY significa “território” ou “o chão que pisamos”. A marca se inspira na biodiversidade brasileira para criar suas receitas.

A partir de uma expedição pelos quatro cantos do país, surgiu a linha Territórios, com seis gins que homenageiam os seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

A destilaria fica no Jardim Canadá, e há, ainda, o Herbário YVY no Mercado Novo em BH, que tem um cardápio exclusivo de drinks on-tap feitos com gin. Os ingredientes são escolhidos de acordo com a sazonalidade e características de cada região. Trem bão é coisa boa!

3. O’Gin

A Don Luchesi, em Lagoa Santa, é a primeira destilaria comandada por uma mulher, a empresária Luiza Machado. 

A marca deu um toque de mineiridade ao gin, adicionando ora-pro-nobis à receita de seu O’Gin, que leva também yuzu (limão japonês), buddha’s hand (fruta cítrica tailandesa), lírio florentino (da Itália), zimbro (ingrediente obrigatório para a fabricação de gin), dentre outros botânicos. Chique no úrtimo!

4. Zuur

Zuur é uma palavra de origem holandesa — assim como o gin — que significa “azedo”. Produzido na região metropolitana de BH, na cidade de Caeté, é um gin inspirado no Cerrado Mineiro

Uma das estrelas da receita é o limão-capeta (também conhecido como limão-rosa, limão-cravo e limão-galego), que confere um sabor cítrico e refrescante. A garrafa em tons de verde e laranja, e a imagem da jaguatirica fazem referência à fauna e à flora da região, traduzindo a identidade da marca.

5. Vanfall

O nome Vanfall deriva de “cachoeira” na língua norueguesa, fazendo alusão a um dos principais patrimônios naturais e atrativos turísticos de Minas Gerais.

O gin da marca mescla o clássico London Dry com uma pegada mais refrescante, usando ingredientes como hortelã, gengibre, coentro, tomilho, flor de sabugueiro, canela e pimenta rosa. O toque cítrico fica por conta da tangerina. 

Jovem, moderna e descolada, a marca criada por três amigos tem uma proposta que abraça a diversidade e a inclusão, com o objetivo de transitar entre diferentes públicos e ambientes, contribuindo para disseminar a cultura do gin.

6. Lassaleti

Um gin das “montanhas de Minas Gerais”, é produzido em Pouso Alegre, no sul do estado, e tem como estrela principal de sua receita a pitanga

Outro ingrediente bem brasileiro presente neste gin é o pacová, que se parece muito com o cardamomo, com notas picantes e refrescantes. Laranja bahia, limão siciliano e tangerina trazem equilíbrio com notas cítricas e florais.

Para dar frescor e suavidade, pepino e lavanda são colocados no cesto de vapor, incorporando delicadamente esses aromas e sabores na parte final da destilação.

7. Vogel

Com notas predominantemente cítricas, o Vogel gin leva ingredientes tipicamente brasileiros, como o limão capeta e o capim santo.

Ele mescla os processos de vapor infusion e cuidadosa maceração dos botânicos por 36 horas. A destilaria fica em meio a uma floresta no interior de Minas, onde há mais de 3 mil árvores catalogadas.

Por ser uma bebida artesanal, pouco calórica, sem glúten, sem açúcar e sem químicos, além de ser muito aromática e versátil, proporcionando inúmeras possibilidades de combinações diferentes, o gin vem conquistando um público cada vez maior no Brasil e no mundo. 

Outra grande vantagem dos gins premium é que vai para a garrafa apenas o “coração da destilação”, feita geralmente em alambiques de cobre, com rigoroso controle de qualidade.

Qualquer parte que possa prejudicar a pureza e o sabor da bebida é descartada, diminuindo também os efeitos nocivos do álcool no organismo, e amenizando as chances de acordar com aquela famosa “ressaca”. Tem base um trem desse?

Além de ter uma das culinárias mais famosas do país, nosso estado vem mostrando seu potencial na produção de diferentes tipos de bebidas made in Minas. Criatividade e qualidade são nossas marcas registradas, até porque os mineirim são exigentes e gostam de trem bão, uai!

Assim, os gins mineiros vêm se destacando cada vez mais no mercado nacional e atingindo padrões internacionais. Esse é meu país Minas Gerais!